quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Breu


Talvez a única coisa que eu queira dizer... 
Seja aquilo que você não quer ouvir. 

E nada vai mudar, 
Nem eu peço pro tempo voltar 

O nosso amor foi algo que nunca nasceu
“A beleza escondida no breu 
De um lugar onde nenhuma luz pode chegar “

Você foi mais um erro meu.
...Mais um que tenho que esquecer.

Vejo novamente as “peças” montadas
“E no tabuleiro o caos bota tudo em seu lugar... “
Meu coração é perfeitamente imperfeito
E se joga com medo de se quebrar
Não. Eu já parei de tentar evitar as feridas

“Sou o monstro que reflete o herói no espelho,
...E a mascara que descobre toda ilusão”

Chega de teatro!
A verdade é que você nunca foi capas de me amar.
...e eu temo...
Que talvez ninguém seja.
Então eu não vou procurar.

Você construiu um personagem... Alguém que eu não quero me tornar.


(Atis - 2013)

A Queda


Me de bons versos meu amor...
E vá embora.
Já que amar pra mim sempre foi o mesmo que estar só.

Não se preocupe nem escreva...
“A correnteza sempre põe cada coisa em seu lugar”

Não espere ou deixe “as luzes acesas...”
...Você sabe que eu não vou voltar.  

“A casa que um dia foi minha... a casa que o medo destruiu.”
Você foi só mais uma que prometeu o amor que não cumpriu.

Tenho andado meio fraco...
Talvez o meu coração tenha saído do lugar
Ele anda rápido de mais...
Assim... como quem quisesse fugir do peito ...
...Quem sabe ate ele queira me abandonar.

Sou poeta de péssimas rimas e ideias repetidas
Com uma métrica vulgar

A verdade é que não dói perder você
Dói perder quem eu era ao te ter .
Mas eu conheço bem o chão...  e a queda
... que me leva ...

Ate lá.  

(Atis  - 2013)

domingo, 25 de agosto de 2013

A Daniel

"Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
Forte, cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.

Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.

Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque
Não vemos"

(Daniel na cova dos Leões - legião urbana)


Vamos dizer que tenho andado meio perdido ... entre tanta coisa que torna ate difícil escrever. Crescer já não é o bastante , continuar já não é o bastante ...e você se pega querendo algo proibido... 
mas porque ? Porque eu me proíbo?
Se não ha motivo alem de si mesmo ....
Sim. eu continuo sendo meu maior inimigo e meu grande sabotador ...

Só espero não esperar tempo de mais pra mudar isso ....
E se não for pela minha força de vontade que seja por medo da  morte ...que pra alguma coisa tem que nos servir....

Afinal todos estamos na cova dos leões sem perceber . 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Goodbye my "Love"



Deixo o mundo pra você.
Eu se quer posso salvar a mim mesmo...
Sigo esperanças que são como vagalumes...
Cada vez mais escassos,
e que desaparecem antes de eu conseguir pegar

Não fui eu, não foi você.
Ninguém se foi ou bateu aquela porta.
E talvez tenha sido esse o maior de todos os nossos erros...
“Deixamos tudo ficar como esta”.

Eu não minto!

Corre em meu rosto lagrimas que você jamais poderá ver.
E eu guardarei na frieza,
Castrarei todas as lembranças...
Pra que, se você voltar, não tenha onde se abrigar.

Hoje você mora no calor de outros braços
No colo de outro peito
E nas canções que eu nunca saberei cantar
Nesse amor escrito do avesso
Enquanto mato a mim mesmo
Pra te evitar. 


(Thaís C. - 2011)



sábado, 23 de junho de 2012

Nota pessoal : 2012 PRO INFERNO!



Não ando escrevendo muito esse ano...
E confesso ter perdido muito do gás e da inspiração ...
Mas isso são coisas que acontecem na vida de qualquer um.
Ando detestando tudo que escrevo, e eu não sei se isso são 
"ventos de mudança  me soprando pra novos continentes"
Ou eu tentando me arrumas apos "toda a tempestade" ...rs
Eu só sei que quero mudar! 
Mudar eu ainda não sei o que...


 mas mudar.


E essa aversão a muito do que eu senti e fiz ....
Tenho que me reencontrar no que escrevo ... 
e isso é tarefa difícil  pra quem ainda se perde nos próprios desejos ...
ou na total falta deles  ...
(Afinal pior do que desejar e não ter ... é não ter desejo algum.)


Mas ainda sim ...não é uma missão impossível. 
E eu Amo escrever ... mesmo que não sirva pra nada. rs
E eu vou continuar .... mesmo que esse ano só me renda porcarias poéticas.


As duas poesias abaixo são algumas das poucas, dessa safra ruim que tenho tido,
que valem a pena serem postadas ....
continuarei a escrever ... afinal  as flores mais belas nascem em meio a lama...
 e é claro... muito adubo..rs



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Guillotine


Eu não quero saber onde ela dorme ...
Nem em que camas anda tripudiando da minha ilusão.
Eu estou esperando que ela chegue...
Como um velho marinheiro que colhe do vento...  "pressentimentos"...
Antes da grande tempestade acontecer.

Alguns ainda não sabem, mas...
enquanto há um coração batendo há tempo pra aprender.
E que além da dor que vem do corte,
também existe a dor que vem do prazer.

Ela vai me levar pra dançar
E como um “predador bem educado”
A me conduzir... ate... “tão docemente”,
Pedir licença pra me devorar.


“Vai dilacerar meu peito... sem nem me fazer sangrar”

Fraqueza fundamental




Fico sem graça
Fico sem saber
Você  aparece quando quer
E invade meus pensamentos
Finca bandeira e não arreda pé

Você é a ideia estranha,
A esmola gorda dada ao mendigo.
O bônus que desconfio,
Por nunca ter feito por merecer...
É minha inspiração de volta.
E com ela minha fraqueza “mais fundamental”.

Você me encanta... “Sem querer.”

E o que eu faço com esse nome?
Esse que te prende pelo pé
E se eu disser que já não posso negar...
Que quero você.
“Escrevo a você... 
                        ...Ao motivo dos meus novos vícios.”